O que vou ver

Paisagens rurais, formadas por campos, banhados, pinhais e animais soltos no pasto. E também, três barragens semelhantes, mas cada uma com uma beleza ímpar e muito verde.

Condições da estrada

Este passeio percorre trechos de estradas rurais pouco utilizadas e em condições precárias. Se for fazer o passeio de carro, é aconselhável veículo com suspensão alta, principalmente no trecho entre as barragens do Salto e do Blang. Abaixo uma breve análise das condições da estrada do percurso percorrido.

Estrada entre RS-235 e Barragem do Salto

O acesso a Barragem do Salto é tranquilo, são apenas 2 km de estrada de chão em boas condições. Optando por conhecer apenas esta barragem, pode sobrar tempo para explorar mais o local, pois há estradas para outros pontos do lago. Uns 500 metros adiante tem uma estrada à direita, onde é possível ter uma visão mais ampla da barragem (é preciso percorrer parte da estrada a pé).

Estrada entre Barragem do Salto e Barragem do Blang

Passando a Barragem do Salto, vem a parte mais complicada do passeio: são pouco mais de 10 km com estrada de chão batido regular que vai piorando cada vez mais.

Por estar em meio a pinheiros, a estrada tem trechos úmidos, com poças d’água e muitos buracos causados pelo tráfego de caminhões carregados de toras de madeira, além é claro, dos pedregulhos da estrada. É um trajeto para quem curte aventura e adrenalina. Não recomendo utilizar veículo de passeio para este trecho da estrada.

Estrada entre Barragem do Blang e Barragem da Divisa

O percurso anterior termina na estrada que liga as Barragens do Blang e da Divisa. Eu recomendo pegar à esquerda e conhecer primeiro a Barragem da Divisa, retornar para o Blang e concluir o passeio seguindo na estrada rumo ao centro de São Francisco De Paula, Gramado ou Porto Alegre.

Este segundo trecho é um pouco menos ruim, com menos pedregulhos, mas com algumas partes de água empoçada e estrada escorregadia. Na verdade a parte mais lisa da estrada é uma pequena subida, não é tão íngreme, mas quando úmida requer atenção redobrada, principalmente na volta.

Estrada entre Barragem do Blang e RS-020

O retorno da Barragem do Blang até a RS-020 é mais longo (em torno de 15 km), porém, menos ruim. Há pedras soltas pelo caminho, mas é mais tranquilo e sem maiores dificuldades. Um ou outro trecho merece atenção redobrada por ser subida e ter pedras soltas.

Se a intenção é um passeio um pouco menos difícil e até mesmo com um carro normal, recomendo o acesso via Barragem do Blang. A estrada é menos ruim e não possui atoleiros, mas sim, tem pedras soltas em muitos trechos. Neste caso, a ordem das barragens será primeiro o Blang e depois a Divisa.

Por falta de tempo e um pouco também pelo cansaço não exploramos o local, mas há trilhas e estradas para outros pontos das barragens, onde é possível ter uma visão mais ampla do local e conhecer algumas cachoeiras.

Importante: sair cedo de casa e levar mantimentos, pois o passeio é longo e os locais não possuem infraestrutura.

Sobre o local

Barragem do Salto

Inaugurada em 1951, a Barragem do Salto, no Rio Santa Cruz, pertence ao Sistema Energético Salto. Com 583 m de comprimento, acumula 14 milhões de m³ de água com até 12 m de profundidade para a geração de energia na Usina de Bugres (CEEE). A água é conduzida até a usina por um túnel de uns 2 km e mais de 2 m de diâmetro. A pequena barragem recebe as águas da Barragem do Blang, acumulava água para gerar energia nas primeiras décadas do século passado.

Barragem do Blang

A Barragem do Blang foi inauguração em 1958 e encontra-se no Rio Santa Cruz, o principal rio que forma Bacia Hidrográfica do Caí. É a maior represa do Sistema Energético Salto, com comprimento de 507 m e altura de 17 m, acumulando 50 milhões de m³ de água e área do reservatório com 7,86 km².

Barragem da Divisa

A Barragem da Divisa foi inaugurada em agosto de 1960, no rio Arroio Divisa. Com 239 m de comprimento e 28,5 m de altura, acumula 11,4 milhões de m³ de água.

Como chegar

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